terça-feira, 19 de novembro de 2013

Para ministro do STF, Lula sabia do mensalão ( BLOG DO JOSIAS )


O ministro Marco Aurélio Mello, do STF, disse acreditar que Lula sabia da existência do mensalão. “Eu não posso imaginar que alguém atilado como é o ex-presidente Lula, safo como eu disse, não tivesse conhecimento do que estava ocorrendo na República”. Na versão do delator Roberto Jefferson, Lula teria vertido lágrimas ao ser comunicado por ele da existência do esquema. Em entrevista ao blog, Marco Aurélio levou o pé atrás: “Será que durante os oito anos [de mandato] ele delegou tanto a chefia do governo?”
Marco Aurélio recebeu o repórter na tarde desta segunda-feira (18) no seu gabinete no Tribunal Superior Eleitoral. Nesta terça-feira (19), ele assumirá pela terceira vez a presidência da Corte máxima da Justiça Eleitoral. Disse esperar que a Câmara casse os mandatos dos deputados federais condenados no julgamento do mensalão. “Eu não concebo que, em se tratando de um crime contra a administração pública, vindo à tona uma decisão condenatória, o condenado continue exercendo o mandato político.”
O ministro realçou que uma das consequências da execução da pena é “a suspensão dos direitos políticos” do condenado. “Logicamente, quem está com os direitos suspensos não pode exercer o mandato”, enfatizou o entrevistado. Marco Aurélio reconheceu que houve uma “involução” do STF nessa matéria. Ao julgar outro processo, envolvendo o senador Ivo Cassol (PP-RO), o tribunal entendeu, por 6 votos a 5, que não cabe ao Judiciário “declarar a perda do mandato político”. Ainda assim, ele defende a cassação automática.
Para Marco Aurélio, não caberia à Mesa diretora da Câmara senão “constatar o fato, conferir a documentação do fato e, diante de uma decisão do Supremo, simplesmente proclamar a perda” do mandato. “Nós temos o exemplo [de Natan] Donadon que, condenado a 13 anos, continua ainda titular do mandato”, afirmou o ministro antes de manifestar sua expectativa de que a Câmara não irá permitir que se forme uma bancada da Papuda. “A cobrança da sociedade, ante o acompanhamento da imprensa, é muito rígida. E o nosso Congresso está a dever satisfações à sociedade.”
Instado a comentar a nota em que o PT criticou o julgamento do mensalão e as afirmações dos petistas José Dirceu e José Genoíno de que são “presos políticos”, Marco Aurélio afirmou: “É o direito de espernerar. Condenados nunca ficam satisfeitos com condenação.” Segundo ele, o STF chegou às condenações guiando-se exclusivamente pelas provas. “Não houve ficção jurírica.” Lembrou que a maioria dos ministros do Supremo “foi nomeada pelo governo do PT”. E ironizou: “Há alguma coisa que não fecha nesse sistema.”
Quais serão os efeitos do julgamento do mensalão na sociedade e no compartamento dos políticos?, indagou o repórter. E Marco Aurélio: “A percepção de que a lei é linear, vale para todos.” Afasta-se do cenário, na opinião do ministro, “a sensação de impunidade”. Quanto aos “homens públicos, ficarão um pouco mais espertos. Voltarão os olhos para servir a partir do cargo e não para se servirem do cargo, visando vantagens pessoais.”
Recordou-se a Marco Aurélio que, enquanto o STF julgava o mensalão, proliferaram os casos de corrupção —a máfia dos fiscais na prefeitura paulistana, as propinas e a a formação de cartel no metrô de São Paulo, os desvios de verbas nos ministérios, por meio de ONGs… Ele afirmou que “muitos julgamentos” como o do mensalão terão de ocorrer para que a corrupção seja inibida.
“Esses são casos que afloraram”, disse Marco Aurélio. “E os que não afloram, que ficam debaixo do tapete, como se costuma dizer?” Otimista, o ministro disse crer que “um dia nós teremos um contexto bem mais sadio em termos de cultura no Brasil.” Avalia que, para que isso ocorra, são essenciais as atuações da imprensa, do Ministério Público, da Polícia Federal e do próprio Judiciário, que precisa atuar “a tempo e modo, pouco importando o envolvido.”
Tomado pelas palavras, o ministro não parece tão otimista quanto ao julgamento dos embargos infringentes, previsto para o ano que vem. Receia que o STF altere condenações pelo crime de formação de quadrilha ao julgar recursos impetrados por réus como José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares. Deve-se o temor à alteração da composição do tribunal a partir da aposentadoria dos ministros Cezar Peluso e Carlos Ayres Britto, substituídos por Teori Zavascki e Luíz Roberto Barroso.
A mudança já se materializou no julgamento do processo que envolve o senador rondoniense Ivo Cassol. “Houve uma dispersão de votos quanto à configuração da quadrilha”, admite Marco Aurélio. Caminha-se para um cenário em que a maioria do plenário pode enxergar mera “coautoria” onde antes via formação de quadrilha. Algo que, na opinião de Marco Aurélio, ateará decepção na opinião pública. “Como cidadão, eu ficarei desapontado” se, “depois de a Corte maior do país ter batido o martelo num certo sentido, vir a dar o dito pelo não dito”, permitindo que condenados como Dirceu migrem “do regime fechado para o semiaberto.”
Conforme já antecipado aqui no início da noite passada, Marco Aurélio fez críticas à maneira como o presidente do STF, Joaquim Barbosa, implementou os primeiros pedidos de prisão do mensalão. “Não havia motivo para o açodamento”, declarou. “Eu teria aguardado a segunda-feira, sem dúvida alguma”. Estranhou a transferência dospresos de São Paulo e Belo Horizonte para Brasília. “Para quê? Para depois eles retornarem à origem?”
O ministro desaprovou também a demora no envio à Vara de Execuções Penais do DF das “cartas de sentença”, documentos que detalham a situação de cada preso. E classificou de “impensável” o fato de condenados ao regime semiaberto terem sidopresos em regime fechado, ainda que por poucos dias.
Noutro trecho da entrevista, Marco Aurélio reiterou suas críticas ao temperamento mercurial de Joaquim Barbosa. “Nós não podemos permitir que a discussão descambe para o campo pessoal. E foi isso que ocorreu várias vezes. Digo mais: se não houvesse tantos incidentes, nós teríamos terminado esse processo muito antes.” Na sua opinião, falta “urbanidade” a Barbosa. “Hoje, penso que é pacífico que ele não é bom no diálogo”, “não convive bem com a divergência.” Numa autoavaliação, Marco Aurélio disse que aprendeu a lidar a controvérsia na sua própria casa. “Eu sou flamenguista e minha mulher é Fluminense.
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EDUCAÇÃO INTEGRAL - Escolas abrem o leque de atividades GAZETA DO POVO)

Brunno Covello/ Gazeta do Povo /
Competindo com esportes tradicionais, opções de aulas extracurriculares inovadoras atraem alunos e ajudam a desenvolver outras habilidades
Publicado em 19/11/2013 | JÔNATAS DIAS LIMA

Diante da crescente discussão sobre a implantação de um currículo escolar unificado em tempo integral, a expansão do leque de atividades extracurriculares mostra-se uma opção mais simples de ser adotada pelas escolas. Em colégios particulares, a variedade de opções torna-se maior, mas esportes tradicionais – como futebol e vôlei – ainda são os prediletos de crianças e adolescentes. Paralelamente, inovações surgem como diferenciais que encantam alunos e costumam ser usadas como ferramentas de marketing na batalha das escolas contra a concorrência.
No Colégio Santa Maria, por exemplo, há 40 opções de atividades à disposição. Algumas delas, como coral, dança, alongamento e pilates, também são voltadas para a participação dos pais. Além da preocupação de abranger diversas áreas do desenvolvimento, muitas atividades são lançadas a partir de um levantamento de intenções feito pelo colégio, explica Anderson Retechucki, supervisor do Núcleo de Atividades Complementares da instituição.
Aula de circo para interagir e desenvolver parte motora
Rafaela Beltrami Koppe (foto), 6 anos, começou a fazer aulas de Circo no Colégio Sion neste ano e elas são, sem dúvida, o momento preferido na rotina escolar dela. A atividade dá tranquilidade ao pai, o advogado Gerald Koppe, por saber que a filha está em um lugar seguro para praticar exercícios que desenvolvem muito as habilidades motoras. “Trabalha força física, equilíbrio, flexibilidade. É supercompleto”, diz. Segundo ele, as aulas trouxeram outra evolução notável no comportamento de Rafaela. Como as tarefas exigem convívio com crianças de diferentes idades, a menina se tornou mais hábil em socializações.
Escolha
Saiba o que ava­liar na hora de esco­lher atividades extracurri­culares para o seu filho:
Carga horária
Crianças têm muita energia, mas não é saudável gastá-la apenas em ações guiadas. Elas precisam de tempo livre para desenvolver a própria criatividade. Não existe, no entanto, uma receita ideal do número de horas usadas para atividades extraclasses. Depende do que ela faz e do quanto se cansa fazendo.
Relevância
Esportes, em especial, tendem a ser sempre boas escolhas pelo benefício que trazem à saúde e pelas habilidades físicas estimuladas e desenvolvidas – que se tornam cada vez mais importantes à medida que os filhos crescem. Opções mais lúdicas merecem mais atenção na análise dos pais. Se a criança já desenvolve a mesma atividade em casa, espontaneamente, talvez seja o caso de buscar algo diferente. Oficinas de pintura e massa de modelar, por exemplo, entram nessa categoria.
Preferência
Crianças, de uma forma geral, tendem a gostar da escola mais pelos amigos que fazem do que pelas aulas que têm. Assim, como a atividade extracurricular não é obrigatória, parece justo respeitar a preferência do estudante para que a opção escolhida não se torne mais horas a serem toleradas e não aproveitadas.
Preço
Pagar quantias exorbitantes por atividades praticáveis em outros lugares – com preço menor ou de graça –, só pela comodidade de não precisar tirar o aluno da escola, quase sempre não compensa financeiramente. Caso não se importe em gastar um pouco mais de tempo com o deslocamento para outro lugar, vale o esforço.
Fontes: pedagogas Paulla Helena Silva de Carvalho, da UniBrasil, e Alexandra Lima, do Centro de Educação João Paulo II.
Para 2014, por exemplo, o colégio lançará cinco novas atividades, algumas pouco conhecidas, como zumba, jogos motrizes e lúdico esportivo, aulas que mesclam habilidades esportivas com recreação. Embora despertem a curiosidade, opções inovadoras ainda não tendem a atrair tantas matrículas quanto as atividades físicas tradicionais. “As opções mais procuradas são futsal, ginástica artística e dança”, diz Retechucki.
No Colégio Bom Jesus – Nossa Senhora de Lourdes, os esportes também têm a preferência da comunidade escolar, mas as aulas de robótica com conjuntos de Lego automatizados são concorrentes de peso. “Iniciamos esse projeto há dois anos e os alunos adoraram porque são peças superinterativas”, diz Cleide Barbosa Machado, gestora da unidade. Os bonecos são montados com engrenagens, correntes, sensores de toque e processadores programáveis.
Já o desenvolvimento das crianças a partir de atividades lúdicas faz parte das apostas do Colégio Sion, que, entre outras opções, oferece aulas de circo a turmas com até 25 alunos. “O circo é uma atividade que trabalha com todo o corpo e explora muitas possibilidades”, defende o professor Marco Antonio Fonseca. Em suas aulas, os alunos praticam malabarismo, contorcionismo, saltos e têm contato com vários aparelhos circenses.
Cautela
De acordo com a professora Paulla Helena Silva de Carvalho, coordenadora do curso de Pedagogia nas Faculdades Integradas do Brasil (UniBrasil), as atividades extracurriculares são benéficas, desde que não sejam responsáveis pelo esgotamento do aluno e sobrecarreguem o orçamento dos pais. “É evidente que essas atividades em contraturno são uma importante fonte de renda para as escolas. Os pais precisam analisar com cautela quais opções realmente valem a pena para não pagar o dobro da mensalidade.”
Rede pública inclui aulas no ensino integral
Na rede pública de ensino, as atividades extracurriculares feitas no contraturno frequentemente são consideradas como parte do ensino integral oferecido à comunidade e possuem número limitado de vagas.
Nas escolas municipais de Curitiba, as atividades são chamadas de projetos educacionais e se dividem em cinco temáticas: arte e cultura; esporte e lazer; direitos humanos e cidadania; meio ambiente; e saúde, alimentação e prevenção. Embora a Secretaria Municipal da Educação trabalhe com uma lista de opções em cada temática, as escolas são autônomas para desenvolver os próprios projetos.
Na rede estadual, as aulas extras também são divididas em macrocampos semelhantes aos da grade municipal, com acréscimo de cultura digital, educomunicação e educação econômica. Em 266 das 2.148 escolas, as atividades ocorrem por meio do programa federal Mais Educação e, em outras 320, o financiamento das atividades é feito pelo governo estadual.
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Literatura - As crônicas íntimas de Luís Henrique Pellanda (GAZETA DO POVO)


Jonathan Campos/ Gazeta do Povo
Jonathan Campos/ Gazeta do Povo / Luís Henrique Pellanda, escritorLuís Henrique Pellanda, escritor
Asa de Sereia, novo livro do cronista curitibano, mostra um autor maduro que sabe cativar e comover os leitores em suas narrativas urbanas
Publicado em 19/11/2013 | SANDRO MOSER
“O cronista precisa causar uma espécie de comoção e criar intimidade com o leitor. Você tem que movimentar alguma coisa no leitor ou movê-lo junto com você”, defende o escritor Luís Henrique Pellanda.
Para o autor curitibano, que lança hoje, às 19 horas, na Livraria da Vila, seu novo livro, Asa de Sereia não tenta provocar uma reação sentimental, “fazer chorar ou arrancar sorrisos”.
Lançamento
Asa de Sereia
Luís Henrique Pellanda. Arquipélago Editorial, 208 págs., R$ 35. Crônicas. Sessão de autógrafos do livro hoje, às 19 horas, Livraria da Vila do Shopping Pátio Batel (Av. do Batel, 1.886, segundo piso), (41) 3020-3500. Entrada franca.
“É realmente tentar colocar o leitor para pensar sobre a história que você contou. Na crônica, você precisa puxar a cadeira e dizer ‘senta aí, vamos conversar’. Todo brasileiro gosta de conversar. Mesmo o curitibano”, afirma.
Neste seu segundo livro do gênero – o primeiro, Nós Passaremos em Branco, foi lançado em 2011 – Pellanda reuniu crônicas que saíram publicadas no site Vida Breve, nas revistas TopView e Suplemento Pernambuco e na Gazeta do Povo, de 2010 a 2013.
Escritas para serem lidas no “dia seguinte”, as crônicas reunidas ganham uma coesão que foi, de certa forma, premeditada pelo autor. “Uma crônica tem vida própria. Mas você percebe que o leitor que te acompanha cria ligações entre os personagens e a partir dessas respostas é possível chegar a uma unidade”, explica.
Em Asa de Sereia, desde a crônica inicial em que reflete sobre a morte ao observar o voo de um grupo de garças até a última em que narra o infortúnio supremo de um sabiá – o pássaro fetiche dos cronistas – o jogo de velar e desvelar das narrativas urbanas de Pellanda obedece à regra de Goethe para a escrita de ficção: “tudo o que escrevi, vivi, mas não como eu escrevi”.
Há figuras e espaços urbanos recorrentes e encantos de alquimia verbal, próprios de um narrador habilidoso que amadureceu como cronista para criar sua voz própria de contador de histórias e que usa seus truques para criar um universo em que as coisas não são o que aparentam ser.
“Tudo aquilo aconteceu. Eu acabo acrescentando e tirando detalhes. O leitor sabe que é aquela cidade, são aqueles lugares”, revela, sobre narrativas que ocorrem na praia de Guaratuba, no bairro Capão Raso e no centro de Curitiba.
Cintura
Pellanda conta que aprendeu a ler com os grandes cronistas brasileiros do século 20 e diz perceber que o gênero tem conquistado espaço no mercado editorial, até pela facilidade que esse tipo de narrativa tem para ser compartilhada nos suportes virtuais. “É um potencial que não podemos desperdiçar. Como diz o [cronista e companheiro de editora] Humberto Werneck, a crônica é como o futebol: ela não é brasileira, mas aqui ela ganhou uma cintura”, observa. 
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Diploma? Só com migração legal ( GAZETA DO POVO)

Governo paraguaio vai exigir carteira de migrante de brasileiros que estudam em universidades do país vizinho. Mutirão irá acelerar processo

Marcos Labanca/Gazeta do Povo
Marcos Labanca/Gazeta do Povo / Israel Vieira não tem reclamações do curso de Medicina no Paraguai, mas pretende voltarIsrael Vieira não tem reclamações do curso de Medicina no Paraguai, mas pretende voltarBrasileiros que estudam em universidades paraguaias precisam regularizar a situação migratória para obter o diploma de curso superior. A partir do próximo ano, o Paraguai vai aplicar à risca a Lei 978/96, que considera residente temporário todo estrangeiro que exerce atividades no país. A Direção Geral de Migrações estima que pelo menos mil estudantes brasileiros estejam em situação irregular, somente em Ciudad del Este, fronteira com Foz do Iguaçu.
Para acelerar a regularização, a Direção de Mi­grações iniciou no último dia 15 um mutirão em parceria com o Consulado Brasileiro em Ciudad del Este. As equipes estarão atendendo até o próximo sábadona Universidade Politécnica e Artística (UPA), das 8 às 17 horas, horário paraguaio.
De volta
Estudante de Medicina quer fazer Revalida no Brasil
Estudante de Medicina, Israel Vieira, 26 anos, deixou São Paulo há seis anos para tirar o diploma de médico no Paraguai. Aluno da Universidade Privada del Este (UPE), ele diz que não tem reclamação do curso. As aulas práticas são feitas em hospitais, o que facilita o aprendizado. “Quem faz a faculdade é o aluno”, diz.
Israel já tem a carteira de imigrante, mas vai aproveitar o mutirão para renovar o documento. Após concluir o curso, daqui a um ano, ele pretende voltar para o Brasil e se preparar para fazer a prova do Exame de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeiras (Revalida). Para isso, pretende fazer curso preparatório voltados a médicos formados e oferecidos no Brasil.
O custo para estudar no Paraguai é bem mais em conta se comparado ao Brasil. Israel mora sozinho e gasta cerca de R$ 2 mil ao mês, incluindo a mensalidade da universidade, que custa aproximadamente R$ 1 mil.
O funcionário da Direção Geral de Migrações, Claudio Flecha, diz que o mutirão acelera a expedição da carteira de migração, cujo custo fica quatro vezes mais barato se comparado aos cobrados por despachantes. “O documento sai em dez dias”, afirma. Com a carteira em mãos, o estudante também poderá trabalhar no Paraguai.
Necessidade
Os agentes de migração dizem que mesmo quem mora em Foz do Iguaçu e estuda em Ciudad del Este precisa da carteira, neste caso, expedida em caráter temporário.
Cerca de 2,5 mil brasileiros frequentam universidades em Ciudad del Este, segundo a Direção Geral de Migrações. Eles vivem em Foz do Iguaçu ou são de outras cidades brasileiras. A maioria busca cursos na área de saúde, principalmente Medicina e Odontologia. Os cursos despertam interesse porque as mensalidades são bem mais em conta se comparadas ao valor cobrado no Brasil.
Como é necessário reconhecer o diploma estrangeiro para atuar no Brasil, muitos estudantes, principalmente da área de saúde, começam a cursar Medicina ou Odontologia e no último ano transferem o curso para uma universidade brasileira.
O objetivo é se formar com um diploma brasileiro para evitar passar pela revalidação do documento no Brasil, trâmite burocrático e demorado. Para fazer a revalidação, o diploma precisa ser reconhecido por uma universidade pública do Brasil e alguns documentos submetidos à tradução juramentada.
Estudante de Odon­to­logia, a paranaense Va­nes­sa Fenner, 22 anos, de Serranópolis do Iguaçu, pretende pedir transferência para uma universidade brasileira já em 2014. Ela cursa o segundo ano de Odontologia em Ciudad del Este e quer concluir o curso no Brasil para evitar os trâmites da revalidação, apesar de não reclamar da qualidade do curso no Paraguai. “O curso aqui é muito bom e os professores exigentes”, diz. Por ter esse objetivo, Vanessa não pretende retirar a carteira de migrante. No Paraguai, o valor da mensalidade é R$ 500.
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sábado, 16 de novembro de 2013

Seguindo e sendo seguido ( SERGIO AUGUSTO - O Estadão)

Sérgio Augusto - O Estado de S.Paulo
Há pouco mais de três anos, no caderno Aliás, reduzi o Twitter a um espaço avaro de vocábulos e congestionado de adolescentes de miolo mole. Ampliando o alcance do meu reducionismo, desdenhei todas as redes sociais da internet como um domínio de desocupados que fizeram da evasão da privacidade uma filosofia de vida. Hum, hum.
O contingente de idiotas, ociosos, narcisistas e tietes ainda é grande, e sem dúvida majoritário, no Twitter. Embora uma pesquisa tenha revelado que a conversa fiada domina 78% dos twits (ou tuítes) e em apenas 13% deles alguma troca de informações relevantes costuma ocorrer, seria leviano negar a existência de vida inteligente e atividades úteis no Twitter e no Facebook. Recentemente, o escritor Jonathan Franzen incorreu nesse equívoco, e levou bala de tudo quanto é lado, até mesmo de quem pensa que hashtag (#) é a versão on-line do Parlamento alemão.
Mesmo no auge do meu ceticismo em relação às mídias sociais, reconheci de público que o Twitter, por sua mobilidade, instantaneidade, intimidade e capilaridade, podia ser uma ferramenta preciosa para jornalistas, cientistas, criadores em geral ou simples usuários com boas ideias para trocar e denúncias a fazer. Confirmei isso na prática, ao aderir ao Twitter cinco meses atrás, por insistência de Lúcia Guimarães. Bem administrado, argumentou ela, é o melhor feed de notícias e informação da internet, jogo rápido e rasteiro, sem os compromissos e as chateações do Facebook.
No meu modesto entender, o Twitter é a melhor ágora da internet, um passatempo intelectualmente estimulante, divertido, catártico - e rigorosamente democrático. Uma comunidade civilizada. Conheci um bocado de pessoas inteligentes e engraçadas; outras mais, certamente, estão a caminho. Só vicia e nos rouba tempo se afrouxarmos o controle sobre nossos impulsos. Ninguém nos faz cobranças do tipo "entrou de férias?", "vagabundando, hein?".
O Twitter emplacou firme no mundo literário, sem distinção de gênero e status. Nenhuma surpresa: os escritores adoram e vivem de escrever, e o Twitter, embora também aceite fotos e vídeos, opera basicamente com palavras, poucas, é verdade, mas não deixa de ser um desafio excitante concentrar uma ou mais ideias em, no máximo, 140 caracteres. Não dá, evidente, para fazer literatura, só tuiteratura, poesia concreta, haicais, aforismos, ou contos miniaturistas, como o clássico do guatemalteco Augusto Monterroso: "Quando ele acordou, o dinossauro ainda estava lá", de apenas 48 caracteres. Fácil entender por que os poetas ganharam sobrevida no mais micro dos microblogs.
É um parque de diversões para escritores atrás de notícias sobre livros, inspiração, distração e folguedos linguísticos, e uma plataforma inestimável para autores inéditos ou iniciantes, nos quais a indústria de livros não tem mais condições de investir. Alguns tuiteratos são hábeis no manejo da ferramenta, outros menos, mas persistentes. No site The Millions, C. Max Magee fez um levantamento de escritores que tuítam, tuítam muito (Margaret E. Atwood, por exemplo) e pouco (Jennifer Egan, apenas oito vezes em três anos). Não satisfeita, pesquisou-lhes a carreira tuiterária, revelando quando e como cada um deles debutou no negócio.
Vários dispensaram saudações, introitos e justificativas do tipo "aqui estou, fulano, por sua insistência", e deram logo o recado: um comentários sobre um fato do dia ou algo mais pessoal (os livros que estavam escrevendo, a festa da véspera, anúncio de algum lançamento ou palestra). Neil Gaiman agradeceu um livro de culinária que lhe fora presenteado, Joyce Carol Oates reproduziu uma tirada do cineasta Oliver Stone, na entrega de um prêmio literário: "Todo escritor sério é um rebelde".
Magee não teve tempo de incluir uma notável adesão mais recente, Philip Roth, por certo a mais ilustre dos últimos tempos. Roth estreou no último dia 6. Com apenas 23 caracteres: "On Twitter. First time." (No Twitter. Primeira vez). E ficou nisso. Um alô simpático, como todos deveriam ser. Nesse quesito, ainda prefiro o do nosso Michel Laub, em 28 de junho de 2010: "Oi".
Não obstante, em sete dias Roth atraiu 440 seguidores. E está seguindo 311 tuiteiros, entre escritores, editores, jornalistas culturais, gente da New Yorker, Salon, The New Republic e publicações literárias. Até Mia Farrow ele está seguindo, espero que sem segundas intenções - remember Claire Bloom.
Não leva jeito de ser um ghost twitterer, como os de tantos autores alheios à cultura digital, como Thomas Pynchon, Umberto Eco, Stephen King, John Grisham (também temos um punhado deles: Ferreira Gullar, Ariano Suassuna, Adélia Prado e Hilda Hilst), ou irremediavelmente impedidos de navegar na internet, como Proust, Oscar Wilde, Dostoievski, Machado de Assis, Guimarães Rosa, Kafka, Melville, Virginia Woolf, Nabokov, Millôr.
Rubem Fonseca, que virou tuiteiro em maio deste ano, não se identifica como escritor, mas dendrícola (cultivador de árvore). Desde a primeira postagem, vem-se limitando a citar trechos de seus livros, na tradução para o espanhol. Certamente por isso, tem apenas 39 seguidores.
A identificação no Twitter é por conta do freguês. João Ubaldo Ribeiro preferiu ser prosaico, apresentando-se como advogado, escritor, jornalista, roteirista e professor. Seu primeiro tuíte decolou do aeroporto de Frankfurt, em maio do ano passado; seguiram-se mais 56; em dois meses o entusiasmo acabou.
A escolha do handle (o endereço pessoal do Twitter) pode ser complicada se você tiver um nome corriqueiro, como o meu e o de Bernardo Carvalho, para só citar dois exemplos. Não achei o autor de Nove Noites no Twitter, a menos que ele por lá circule oculto por um pseudônimo ao estilo William Gibson, que se assina @GreatDismal. Para evitar um número, quiçá de dois dígitos, acoplado ao meu nome, acabei optando por uma solução romana: @SergiusAugustus. Virei um imperador digital. O jornalista e escritor Sérgio Rodrigues contornou o problema juntando seu prenome ao nome do blog que tem na Abril, Todoprosa, e virou um irresistível jeu de mots.
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sexta-feira, 15 de novembro de 2013

MEC lança programa de bolsas no exterior para negros e índios ( ESTADÃO)

Inspirada no Ciência Sem Fronteiras, iniciativa também quer incentivar o ingresso em mestrado e doutorado no Brasil

15 de novembro de 2013
Paulo Saldaña - O Estado de S.Paulo
O Ministério da Educação (MEC) vai lançar um programa de intercâmbio internacional para negros, indígenas e pessoas com deficiência. O programa também fomentará o ingresso em mestrado e doutorado no Brasil de pessoas com esse perfil, com objetivo de aumentar o número de professores.
Batizado de Programa de Desenvolvimento Acadêmico Abdias Nascimento, ele será uma espécie de Ciência Sem Fronteiras (CsF) - que já levou 38 mil estudantes para o exterior. Entretanto, enquanto o CsF é focado em áreas como Engenharia e Exatas, o novo programa dá prioridade às Humanas, como o combate ao racismo, igualdade racial, história afro-brasileira e indígena, acessibilidade, inclusão ações afirmativas.
O orçamento e o número de bolsas ainda não foram definidos. Segundo o governo, as bolsas internacionais serão definidas com base na seleção das instituições e na capacidade delas para receber os estudantes. Também depende da demanda de estudantes brasileiros. Somente 11,3% dos negros com 18 a 24 anos frequentavam ou já haviam concluído o ensino superior em 2012 - entre os brancos esse porcentual era de 27,4%
Para incentivar o ingresso desses alunos na pós-graduação no Brasil, o MEC vai criar cursos preparatórios. A ideia é que haja a possibilidade de curso de leitura e produção de textos acadêmicos em português e em língua estrangeira, metodologia e projeto de pesquisa. Também há previsão de assistência estudantil.
Segundo Macaé dos Santos, secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi), do MEC, é a primeira vez que uma política pública prioriza a inclusão na pós-graduação. "Estamos trabalhando em busca da equidade. Nossa meta é que negros, indígenas e também pessoas com deficiência tenham a mesma representação dentro da universidade."
Flink. O novo modelo será lançado oficialmente pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, no domingo durante a Flink Sampa Afroétnica. O evento, que começa hoje em São Paulo, é organizado pela Faculdade Zumbi dos Palmares.
O reitor da Zumbi, José Vicente, vê com entusiasmo a iniciativa. "É uma ideia importante, que vai ao encontro às demanda de qualificação", diz. "O Ciência Sem Fronteiras dificilmente permitiria o acesso do negro, pela exclusão do jovem negro nas áreas prioritárias do programa. E não podemos esperar dez anos", completa.
O programa homenageia um dos pioneiros do movimento negro no Brasil. Abdias Nascimento foi ator, diretor, dramaturgo e político. Morreu em 2011, aos 97 anos.
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terça-feira, 12 de novembro de 2013

Em IBIPORÃ, PR - Professor Me Cláudio Silva na aula de encerramento do Curso de Especialização em GESTÃO ADMINISTRATIVA E FINANCEIRA

O professor Me Cláudio Silva, ministrou a aula de encerramento do Curso de Especialização em GESTÃO ADMINISTRATIVA E FINANCEIRA realizado em Ibiporã,PR  no dia 09.11.2013, trabalhando a disciplina de METODOLOGIA DA AÇÃO DOCENTE  
O evento é uma realização do RHEMA Instituto de Ensino. (clique nas imagens para ampliá-las)


























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