quinta-feira, 12 de abril de 2012

Fies agora exclui aluno com renda familiar superior a 20 mínimos ( GAZETA DO POVO )

  Novas regras valem para contratos firmados a partir desta 5ª-feira

Uma portaria do Ministério da Educação (MEC) publicada nesta quinta-feira (12) estabelece um teto máximo de renda familiar para pedir financiamento do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies). De acordo com o documento publicado no Diário Oficial da União (DOU), estudantes com renda familiar bruta maior de 20 salários mínimos não poderão mais participar do programa.

Antes, para receber o Fies, o estudante tinha apenas de provar que o pagamento da mensalidade da matrícula em uma instituição de ensino superior comprometia gravemente a renda familiar. Agora, além disso, a portaria exige que a renda familiar do aluno não supere o limite estabelecido.

Pelas regras antigas, estudantes que tinham 60% ou mais da renda comprometida com os gastos acadêmicos podiam requisitar 100% de financiamento. Entre 40% e menos de 60% da renda comprometida, o financiamento abarcaria 75% da mensalidade. Com mais de 20% e menos de 40% da renda familiar comprometida, o financiamento seria de 50%.

Agora, além de comprovar o comprometimento da renda familiar, para conseguir 100% do financiamento o estudante tem de provar que a renda familiar bruta da sua família não ultrapassa 10 salários mínimos. Para conseguir a cobertura de 75% e 50% dos gastos, 15 e 20 salários mínimos, respectivamente.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/vida-universidade/bolsasefies/conteudo.phtml?tl=1&id=1243561&tit=Fies-agora-exclui-aluno-com-renda-familiar-superior-a-20-minimos

Acesse a  nova crônica do  prof. Cláudio  Silva  ESTAVA ESCRITO NA CAMISETA DA MENINA
Link: http://profclaudiosilva.blogspot.com/2012/04/estava-escrito-na-camiseta-da-menina.html

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Acadêmicos da UTFPR vão receber dicas de segurança

    Quarta, 11/04/12 •15h29 •  Autor: Assessoria UTFPR

  Segundo o Secretário de Ensino Superior, professor Cláudio, é importante que ações como essas sejam levadas a todas as Instituições de Ensino Superior do município

Nesta quarta-feira (11), o diretor-geral do Câmpus Apucarana da UTFPR, professor Aloysio Gomes de Souza Filho, e membros do Núcleo de Acompanhamento Psicopedagógico e Assistência Estudantil - NUAPE reuniram-se com os representantes do 10º Batalhão de Polícia Militar de Apucarana, 2º Tenente Eginaldo e 2º Sargento Carrascozzo, e com o Secretário Especial de Ensino Superior de Apucarana, professor Cláudio Silva, para planejarem ações relacionadas à segurança, que serão desenvolvidas com a comunidade acadêmica da Instituição.

Em atendimento a solicitações anteriores da Direção-Geral do Câmpus, a Polícia Militar já vem fazendo a intensificação do patrulhamento no horário de saída das aulas do período noturno, visando garantir maior segurança a alunos e servidores.

O próximo passo será realizar palestras aos alunos com orientações sobre segurança, como as precauções que devem ser tomadas nas residências, na rua, nas saídas noturnas, nos bancos, no comércio, entre outras, e também distribuir material com tais dicas.

Segundo o Secretário de Ensino Superior, professor Cláudio, é importante que ações como essas sejam levadas a todas as Instituições de Ensino Superior do município.

Fonte: Site UTFPR

Acesse  crônicas do  Prof. Cláudio  Silva, sobre  educação, em: http://profclaudiosilva.blogspot.com.br/2011/10/cronicas-sobre-educacao-do-prof-claudio.html

“Projeto Profissões” orienta alunos do cursinho gratuito

   Quarta, 11/04/12 • 09h28 • Autor: Assessoria de Imprensa

 
A metodologia da iniciativa será desenvolvida através de micro palestras semanais de quinze minutos aproximadamente

O Chefe do Executivo Municipal e o secretário Especial de Ensino Superior de Apucarana (Seesa), professor Cláudio Silva, realizaram na noite de terça-feira (10/04) o lançamento do “Projeto Profissões”. Nesta primeira etapa, a iniciativa estará voltada exclusivamente aos 250 alunos do cursinho pré-vestibular gratuito e objetiva apresentar aos pré-vestibulandos as múltiplas opções profissionais existentes no mercado, inicialmente a partir do conhecimento dos cursos superiores ofertados em Apucarana. A agenda de participarão, até o mês de junho, terá a Universidade Aberta do Brasil (UAB), UTFPR, FECEA e FACED (rede pública), FAP e FACNOPAR (rede privada).

A metodologia da iniciativa será desenvolvida através de micro palestras semanais de quinze minutos aproximadamente, em dias alternados, desenvolvidas pelas próprias instituições especialmente convidadas. Para marcar o lançamento, a micro palestra foi especial. Com o tema “A Profissão Militar”, foi proferida por representantes do 30º BIMtz. “Outra meta do “Projeto Profissões” é esclarecer e orientar os vestibulandos sobre temas correlatos ao ensino superior, como acesso a bolsas de estudos pelo Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies)”, esclareceu professor Cláudio Silva.

As micros-palestras serão realizadas no polo da Universidade Aberta do Brasil (UAB), em Apucarana, localizado na Praça Rui Barbosa, nº 12, em frente ao Banco do Brasil.

Oportunidade

Professores interessados em ministrar aulas no cursinho pré-vestibular gratuito, oferecido pela Secretaria Especial de Ensino Superior de Apucarana a alunos de baixa renda já podem efetivar cadastro. O trabalho é na modalidade voluntariado. Dúvidas e outras informações pelo 3425-1603, com professora Fátima

Acesse  crônicas do  Prof. Cláudio  Silva, sobre  educação, em: http://profclaudiosilva.blogspot.com/2011/10/cronicas-sobre-educacao-do-prof-claudio.html

sábado, 7 de abril de 2012

Escolas buscam remédio antiviolência ( GAZETA DO POVO)

Especialistas dizem que não bastam políticas públicas para reduzir a criminalidade nas instituições de ensino. É preciso envolvimento total
07/04/2012 | 00:04 | Anna Simas
Antônio More/ Gazeta do Povo / Em colégios particulares, câmeras e catracas são as principais medidas contra a violência                                                                                            Em colégios particulares, câmeras e catracas são as principais medidas contra a violência 
Passado um ano do massacre que resultou na morte de 12 crianças em uma escola no bairro de Realengo, zona oeste do Rio, a efetividade da adoção de medidas de segurança – visando a coibir casos de violência de menor gravidade –, é uma preocupação viva em instituições públicas e privadas. Para especialistas, câmeras de segurança, muros, policiamento e empenho apenas das escolas não são suficientes para afastar de vez o perigo.
Para a doutora em Educação e professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Araci Asinelli da Luz, faltam políticas integradas de segurança que não envolvam apenas o poder público ou medidas pontuais, mas que tenham a participação de toda a comunidade. “O ideal seria adotar o modelo norte-americando: a comunidade estabelece as medidas de segurança e o governo as financia”, diz ela.
Alternativas
Além de policiamento, dar espaço ao diferente gera mais segurança
Anna Simas e Angélica Favretto, especial para a Gazeta do Povo
O policiamento que se tem hoje nas escolas para combater agressões físicas e psicológicas é insuficiente e as brechas para a violência ainda existem. Embora a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) não divulgue dados, a percepção de que o ambiente escolar é violento atinge 52% da população, segundo pesquisa divulgada ano passado pela Paraná Pesquisas.

Nas escolas particulares não há regras únicas de segurança, cada instituição tem autonomia para escolher qual medida adotar. Geralmente, elas optam por câmeras e controle rígido de entrada e saída das escolas, mas algumas vão além. “Tentamos bloquear situações de risco, entretanto sabemos do perigo que ronda os espaços próximos à escola”, diz a diretora do Dom Bosco da sede Batel, Célia Bitencourt, citando que recentemente uma mãe que ia buscar as filhas na escola fora assaltada.

Na rede municipal existe o apoio da Guarda Municipal, responsável por manter um agente dentro de cada escola nos horários de aula e que também auxilia no controle do trânsito. Já na rede estadual, a responsável é a Patrulha Escolar, que faz palestras e teatros educativos, além de atender a chamadas pontuais quando ocorre algum caso de violência.

Pontos cegos
Para o advogado especialista em segurança pública e professor da Universidade Positivo (UP) Maicon Guedes apenas o policiamento na porta da escola não é suficiente para manter um ambiente seguro. “Existem pontos cegos na escola, como estacionamento e banheiros isolados, espaços onde pode acontecer violência. Para evitar isso, o ideal é ter monitores que fiscalizem o tempo todo esses locais”.
Porém, para o especialista em política escolar e professor da Faculdade de São Paulo (USP) Roberto da Silva o policiamento e a vigilância rígida são formas de criminalizar a criança e o jovem e não resolvem o problema. “A escola precisa ter um lugar para manifestações daqueles alunos que não são os mais aplicados. Essa falta de espaço para o diferente, para aqueles que não se adequam como exemplos de comportamento, por exemplo, faz com que os alunos que se sentem excluídos gerem violência”.
Realengo ainda carrega feridas do massacre
Folhapress
O dia 7 de abril de 2011 marcou para sempre as famílias de 12 alunos da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio, assassinados pelo ex-aluno Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos. No massacre, outras 11 crianças foram feridas.
Um ano depois do ataque, 42 alunos ainda recebem atendimento psicológico de uma equipe especial montada pela prefeitura. Elas tentam se recuperar do trauma causado pelo ex-aluno que na manhã de uma quinta-feira invadiu duas salas do 8.º ano atirando com dois revólveres.
Para ajudar os 1.162 alunos a superarem o trauma, a escola foi totalmente reformada. Um prédio novo foi construído ao lado do antigo. Grades substituíram os muros.

Professores também são orientados sobre como conduzir o assunto do massacre dentro e fora da sala de aula. “Nossa meta é continuar trabalhando em conjunto, porque só o coletivo é capaz de conseguir superar essa dor”, disse Luís Marduk, o diretor da escola.
Três psicólogos, dois assistentes sociais e dois professores investem em projetos para tentar apagar as marcas deixadas pelo massacre.
Síndrome do pânico, dificuldade de guardar informações, baixo desempenho escolar, depressão e insônia são alguns dos efeitos relatados.
Até aquele dia, a estudante Thayane Tavares Monteiro era um talento promissor no salto em distância. O atirador a atingiu quatro vezes e Thayane ficou paraplégica. “O maior salto que eu dei foi ter sobrevivido a quatro tiros”, diz a adolescente.
Alternativa
Atuação da população seria uma das saídas para levar mais segurança às escolas, segundo especialistas. Quem está dentro ou no entorno da escola e vive o problema é quem deve apontar a necessidade de mais portões, câmeras ou ações de combate às drogas ou ao bullying.

Em vez de políticas públicas, segundo Araci, naquele país é incentivado o protagonismo da população. Ou seja, quem está dentro ou no entorno da escola e vive o problema é quem aponta se serão necessários mais portões, câmeras ou ações de combate às drogas ou ao bullying, por exemplo. “Se o tráfico chega em uma escola, é porque a comunidade está vulnerável a ele, então é ela quem deve apontar o que precisa ser feito. De nada adianta a medida vir de fora e a sociedade não se comprometer”, diz.

Esse comprometimento de todos também afasta o bandido do ambiente escolar. À medida que ele conhece o trabalho da escola e suas necessidades, passa a respeitá-la. Nesse sentido o trabalho das lideranças comunitárias é essencial, pois são elas quem tem o papel de divulgar a importância da instituição de ensino.

Soluções
Existem outras medidas que vão além da participação da comunidade. Uma delas seria mudar a forma como o professor encara e trabalha com a violência. Para a coordenadora do projeto Não Violência, Adriana Araújo Bini, o docente precisa conversar mais com os alunos em sala de aula e incentivá-los a serem mais pacíficos, tolerantes e a controlarem a raiva. “Falta incentivo à paz. O professor foca no conteúdo e não diz às crianças e aos jovens como fazer. Se mudássemos isso, a violência reduziria muito”.

Porém, não cabe apenas ao docente o papel de educar contra a violência, até porque ele não é capaz de mapeá-la sozinho. Quando os pais participam da vida escolar dos filhos, ao frequentarem a instituição eles ficam sabendo o que os alunos fazem em horário de aula e até mesmo se seu filho é também um agressor, já que muitas vezes o jovem tem comportamento diferente em casa e na escola. “Há famílias que não vão à escola nem mesmo para pegar o boletim. Sem conhecer como o filho se comporta elas podem estar ajudando a criar pequenos monstros”, diz Cezar Bueno de Lima, sociólogo e pesquisador de políticas públicas da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).
Esse desconhecimento em relação ao comportamento do filho é um dos grandes geradores de violência não apenas dentro da escola como fora dela.

Instituição ataca a ociosidade e as infrações
O Colégio Estadual Mil­­ton Carneiro, no Alto Bo­­queirão, em Curitiba, tem 941 alunos matriculados e é um exemplo de que o trabalho em comunidade pode gerar bons frutos. Desde agosto de 2010, a escola passou a adotar medidas próprias para conter o vandalismo, a desmotivação do corpo docente e dos alunos, e conseguiu reverter um quadro preocupante. Geneci Gonçalves, diretora da escola há nove meses, atuava, na época, na área pedagógica da instituição e conta que, sem o apoio dos pais, todo o projeto poderia ir por água abaixo. “Antes tínhamos dificuldade em ter os pais presentes em reuniões pedagógicas e por qualquer motivo os alunos faltavam. Com muito trabalho conseguimos mudar essa situação.” 

Substituição
Quando por algum motivo um professor falta, outro em hora atividade fica com os alunos em sala, contornando o que ela chama de uma “falha grave do ensino público”, a falta da figura dos professores substitutos imediatos. “Sem professor os alunos vão para o pátio, e ali, por não terem o que fazer, eles podem começar a discutir, a depredar e a pichar.”
Outra ideia que surtiu efeito foi a Sala de Medida Disciplinar. O aluno que é pego faltando aula, pulando muro ou cometendo qualquer outra falta grave, como desrespeitar colegas e professores, vai para uma sala onde é assistido por uma professora. Ali ele faz suas atividades até que o pai seja avisado da situação. “A distância dos colegas e o isolamento têm feito com que os alunos parem de tomar essas atitudes infratoras.”

Marcação cerrada
Para evitar que o aluno saia da sala e fique andando pelo colégio, inspetoras ficam nos corredores durante o período de aula cuidando da circulação. Ir ao banheiro, somente um de cada vez. 

Os alunos possuem, tam­­bém, uma ficha onde fica registrado tudo o que acontece com ele no tempo em que está matriculado na escola. Essa ficha é usada em conselhos de classe. Além disso, há um caderno de protocolo assinado pelo estudante toda vez que ele recebe um comunicado da escola dirigido aos pais. A entrada e a saída deles também é observada de perto por inspetores e direção, e a Patrulha Escolar, sempre que possível, está presente.
Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/pazsemvozemedo/conteudo.phtml?tl=1&id=1241909&tit=Escolas-buscam-remedio-antiviolencia

VIA SACRA DO POVO DAS RUAS DE SÃO PAULO NA CRACOLÂNDIA (FALA POVO)


“Os corpos chegam em um caminhão baú, todos despidos, sem nenhuma identificação e são despejados juntos no mesmo buraco.” Testemunhou Lancellotti sobre enterro de"indigentes" na cidade de São Paulo

A Via Sacra do Povo das Ruas de São Paulo, este ano percorreu a Cracolândia. Foi feita memória da truculência com que são tratados, da falta de compromisso social. A forma com que Governo de São Paulo e Prefeitura trataram e tratam este drama social, a falta de políticas públicas que  tem feito aumentar o número de pessoas na cidade mais rica do país. O ato teve início por volta das 8h30 da manhã, desta Sexta-feira Santa, na Praça Princesa Isabel- Centro.

 Dados Oficiais indicam cerca de 14 mil pessoas em situação de rua na Capital Paulista, para a Irmã Regina Manoel esse número já bateu a casa dos 20mil. “Basta olhar pelas ruas para constatar. Só albergados são 9mil.”  Irmã Regina  classifica os albergues como uma política equivocada. “As repúblicas são muito mais eficazes. Os gastos com repúblicas são menores e permitem um passo mais efetivo para a autonomia”. As repúblicas são residências coletivas onde cada usuário precisa buscar uma renda mínima, comprar e fazer sua comida, arcar com a limpeza da casa. “Existem pessoas que estão há muito tempo nas ruas, precisam se readaptar aos empregos. É necessário passar por experiências de convivência.” Irmã Regina lembra também, que na contra mão a prefeitura de Kassab vem fechando as poucas repúblicas existentes. “Albergue só não adianta. É preciso implantar ações de autonomia”.  Irmã Regina também lembra os doentes mentais que foram parar nas ruas depois que os hospitais foram fechados. “O problema da saúde mental na rua é seriíssimo.


Existe hospital dia, mas como alguém que está na rua se organiza sozinho para procurar atendimento?” pergunta irmã Regina. “ Outro equívoco perigoso é pensar que quem está na rua é usuário de crack, e não podemos esquecer que a cracolândia foi produzida. Esta população foi sendo empurrada para cá.”
 Depois da operação que jogou bombas de gás na Cracolândia, o delegado Edison de Santi, declaoru ao jornal o Estado de S.Paulo: "Creio que conseguimos quebrar a espinha do tráfico",
 As pessoas que acompanham o dia-a-dia naquele local discordam. “Não é passando com carro e moto por cima das pernas do povo da rua que vão dar conta do problema. Não é com bomba de gás, bala de borracha, carro de polícia tangendo os moradores”. afirma o padre Júlio Lancellotti. “Eles continuam aí espalhados pela cidade.”  

 Para Júlio Lancellotti  a operação militar contribuiu para aumentar ainda mais a violência contra morador de rua na medida em que criminalizaram todos.   “Quantos grandes traficantes foram presos nesta região? Nenhum.”   Pe.  Júlio também lembrou como tem sido importante o trabalho de Espíritas, Evangélicos e Católicos no acolhimento das pessoas em situação de rua.

 “Por uma paz que luta, que se movimenta e busca em Deus e na luta uma cidade melhor para todos”.  Pediu a Pastora Mabel da Igreja Batista. Participaram também o Padre Mauro e o Pastor Alcides da Igreja Metodista os religiosos da Toca de Assis e muitos outros.
 Durante o percurso a Via Sacra parou na Esquina da Alameda Dino Bueno onde ex- usuários de crack puderam contar suas histórias de luta com apoio das organizações, para abandonar o vício. As encenações  que foram encerradas na porta da Sala São Paulo, lembravam o drama de idosos, deficientes que moram nas ruas. Dos albergados que são humilhados por patrões e colegas de trabalho por sua condição de moradia.


“Aos 13 já trabalhava,
Aos 16 já me drogava,
Aos 19 já tinha dois filhos
Hoje zombam de mim, os meus filhos.”

“Sou idoso, deficiente. Entro em um lugar pra comprar alguma coisa pra comer e não querem me vender”

“Moro no albergue, zombam, riem, funcionários, patrão, todos riem de mim, da minha condição.”




Júlio Lancellotti levantou uma questão bastante séria sobre a identidade das pessoas enterradas como indigentes na cidade de São Paulo.  De Paulo Maluf* até agora 130 mil corpos foram enterrados como de indigentes no cemitério D. Bosco em Perus.  Padre Júlio  assistiu a um desses sepultamentos. “Os corpos chegam em um caminhão baú, todos despidos, sem nenhuma identificação e são despejados juntos no mesmo buraco.” Testemunhou Lancellotti. 
 

"Pai Celeste!
Como escutas o pedido
do pão de cada dia
da parte dos que temos
pão garantido
para o ano todo
e até para toda
a vida?

Como escutas o pedido
do pão de cada dia
da parte dos que, tantas vezes,
veem o dia acabar,
sem que chegue o pão?

O grave é que
se temos pão
para o mês inteiro,
para o ano todo,
ou para toda a vida,
é porque direta
ou indiretamente
tiramos o pão de cada dia
da boca de muita gente!

Pai, que a ninguém falte
o pão de cada dia!
Amém!"

Dom Hélder Câmara

*O Cemitério Municipal Dom Bosco, localizado no Distrito de Perus, São Paulo, foi parte integrante do sistema de repressão no país. Foi construído pela Prefeitura da Capital em 1970,.na gestão do sr. Paulo Maluf, e logo na sua inauguração transformado em cemitério exclusivo para corpos de indigentes, entre os quais passaram a ser enviados cadáveres de vítimas do regime. Dossiê

Fonte: http://www.falapovo.com/

Leia  a  crônica  "ESTAVA  ESCRITO  NA  CAMISETA  DA  MENINA" em Link: http://profclaudiosilva.blogspot.com/2012/04/estava-escrito-na-camiseta-da-menina.html


 

sexta-feira, 6 de abril de 2012

ESTAVA ESCRITO NA CAMISETA DA MENINA



*Por  Cláudio  Silva

Hoje, sexta  feira  santa, uma inscrição  na camiseta  de uma  jovem  chamou-me  a  atenção  durante a liturgia de adoração.  Nela  lia-se:  RENASCER. Uma  palavra que  define  a  essencialidade da mensagem da  Páscoa, tempo de  renascimento. Somos concitados a renascer, ou  a fazer  renascer  em nós coisas  muito  importantes  que  com o  tempo  foram morrendo. Ideais, sonhos, propósitos, planos...  Aspectos que  ao  deixarmos morrer em nós, de  certa  forma  também nos  fizeram morrer um pouco  com eles. E o  coração  passa  a já  não mais palpitar  com a  vida e  pela vida, os  olhos  já  não  brilham mais, e o semblante  perdeu  o viço, como  a  planta que está  definhando.

 Temos  uma  identidade  comum, como peregrinos  da  felicidade. Todos, desejamos  acertar  na  vida, alcançar  a  auto realização. Temos momentos de maré  de euforia, tudo  certo  e  bem  encaminhado, júbilo  interno  de  quem acertou.  Ou  então, podemos nos  encontrar numa  difícil  encruzilhada, indecisos quanto aos  rumos a  tomar.  Ou  mesmo  abatidos, amargos, descrentes,   decepcionados com   o  caminho  escolhido e  até  com a  própria vida. Uma  alternativa  nestas  situações  é  não  caminhar  sozinhos. Apesar  de  aparentemente  fortes, somos  como  as  plantas, frágeis  e  tenras.  Que  só  conseguem firmar-se crescendo  para  o  alto,  apoiadas, amparadas por  uma  estaca  ou  muro. Nós  também, em certos  momentos  só  nos  encontramos  conosco  mesmos, quando  amparados por  um ombro amigo. Daí o sentido de amizade, comunidade, eclesialidade. 

Nascemos  para  a felicidade.  Nada  de  mais  fundamental  existe  no  ser  humano  do  que  a  procura  da  felicidade. Seja  qual for  o  nome  que  se  lhe  dê -  negócios, política, arte, lazer, divertimento, fortuna, glória, amor, realização -  em sua  raiz  mais  recôndita, o  que  se  procura, antes  de  tudo  e  acima  de  tudo, é  uma  razão  de viver.

 Há  perguntas  vitais, decisivas, tão  antigas  quanto  a  própria  humanidade: 
- Qual o  sentido  da  vida  humana?
- Como  posso  valorizar  ao  máximo  minha  existência? 

Perguntas  que  recebem as  mais  diversas  respostas. 

Enfocamos  a  vida, as  coisas  e  o   mundo  de  acordo  com  nossa  mentalidade, temperamento, cultura, convicções  religiosas  e  filosofia de  vida.  Por  isso  mesmo cada  qual  vive  e  define  a  vida  à  sua maneira. Ao  longo  dos  itinerários  de  cada  dia, nosso  entusiasmo, nossa  generosidade  e  perseverança necessitam de uma  parada para  abastecimento. E  este  tempo de  Páscoa  é  bem apropriado  para a  reflexão sobre  as duas  perguntas acima. 

Páscoa é  oportunidade para  renascer, recomeçar. Ainda  dá  tempo. 

Feliz  Páscoa!



Se achou esta crônica interessante, poste o seu comentário abaixo. A sua referência é importante para nós - Os  editores.

*Cláudio Silva é mestre em Educação, ex- presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação-UNDIME/PR, foi Secretário de Educação de Apucarana-PR (gestões  2005-2008 e  2009-2012 ) e  Secretário  de  Ensino  Superior ( 2012)

mais textos do professor poderão ser acessados em CRÔNICAS EDUCATIVAS DO  PROF. CLÁUDIO SILVA
                                                                                                                    
Bibliografia:
  • SCHNEIDER, R., A. Vocação  acertada... futuro feliz – São Paulo: Edições Paulinas, 1975.
Ficha Técnica:
Estrutura: Jornalista Cláudia Alenkire Gonçalves da Silva 
Revisão: Prof.ª Doutoranda Leila Cleuri Pryjma


quinta-feira, 5 de abril de 2012

Parceria quer levar alimentação saudável a mais de 6 milhões de alunos de escolas particulares ( AGÊNCIA BRASIL)

04/04/2012 - 12h32
 
Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Uma parceria entre o governo federal e a Federação Nacional das Escolas Particulares busca levar às cantinas de colégios privados em todo o país orientações para uma alimentação mais saudável dos alunos.

De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o acordo deve beneficiar mais de 6,7 milhões de estudantes do ensino médio e fundamental. A partir de hoje (4), as escolas vão receber uma espécie de manual, denominado Cantinas Escolares Saudáveis, promovendo a alimentação saudável.

“Uma parte dos hábitos alimentares é construída na família, em casa, mas uma parte desses hábitos é construída dentro da escola. Combinar essas duas ações, esses dois espaços, é decisivo para reduzirmos a obesidade e o excesso de peso entre crianças e adolescentes”, disse o ministro.

Dados da pasta indicam que 30% das crianças com idade entre 5 e 9 anos, por exemplo, estão acima do peso. Entre os adolescentes, o índice chega a 21%. Desenvolver hábitos alimentares saudáveis nessas faixas etárias, segundo Padilha, é uma medida importante na tentativa de prevenir uma geração futura de adultos obesos.

A presidenta da Federação Nacional das Escolas Particulares, Amábile Pacios, informou que 40 mil instituições privadas de ensino devem participar da parceria. A expectativa é que pelo menos a metade delas inicie as ações nos próximos meses.

“É muito inteligente começar essa prevenção contra a obesidade pelos mais jovens. Eles estão na escola para aprender”, disse. “Se a criança incorpora uma alimentação saudável no seu dia a dia, isso vai acompanhá-la até a fase adulta e onde ela estiver – shoppings, estádios, festas”, completou.

Ela lembrou que uma alimentação ruim oferecida pela escola pode ter reflexos no aprendizado dos estudantes, devido ao cansaço, à falta de estímulo em razão de uma digestão lenta, e a uma disposição menor para participar das atividades.

Para Amábile, será preciso implementar também ações de reeducação voltadas para gestores e funcionários que trabalham com as cantinas escolares. “A vertente do projeto não é punitiva nem restritiva, é educativa. É nisso que acreditamos – em criar um quadro de valores em que a criança possa fazer as suas opções.”

Edição: Juliana Andrade
 
Acesse  crônicas do  Prof. Cláudio  Silva, sobre  educação, em: http://profclaudiosilva.blogspot.com/2011/10/cronicas-sobre-educacao-do-prof-claudio.html